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| Maria Marinho explica que o diferencial do CPO é o tratamento humanizado. |
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Maria Marinho é administradora do Centro Pernambucano de Oncologia que chega à Caruaru com uma forma diferente de tratar os pacientes e familiares. O CPO tem como prática um serviço quimioterápico de caráter ambulatorial. Mas o trabalho da equipe não se resume apenas á isso. Eles realmente se preocupam com o bem-estar dos que freqüentam as mediações do recinto.
Maria Marinho vai nos explicar de que forma eles inovam esse tratamento, suavizando os sintomas físicos e psicológicos.
Quais as expectativas que vocês alimentam em relação à vinda para nossa cidade? Os planos são os melhores possíveis. Nós estamos chegando a Caruaru para oferecer tratamentos de quimioterapia aos pacientes de uma forma humanizada, como fazemos em Recife.
Como começou sua história no Centro Pernambucano de Oncologia? Há 20 anos, minha mãe teve câncer e precisou se tratar. Naquela época tínhamos uma dificuldade enorme, pois não existiam clínicas ambulatoriais. Para você ter uma idéia, ela tomava os remédios na veia e muitas vezes vazavam. Como se sabia muito pouco sobre o tratamento adequado, ela veio a falecer. Então acabei entrando nessa área. A clínica foi fundada há 12 anos e eu comecei junto, sou praticamente a mãe do CPO. Eu fiz uma parceria com o Dr. Milton, uma pessoa que já faleceu, mas sempre fazemos questão de prestar homenagem.
O tratamento humanista que você defende surgiu após você ter acompanhado o que sua mãe passou? Sim, porque a gente vê a necessidade do paciente e de apoio que ele precisa no tratamento. Quando minha mãe estava doente, percebi a necessidade de segurança e apoio que uma pessoa naquele estado precisava. Geralmente o paciente fica inseguro e nervoso, então se ele convive com pessoas treinadas para transmitir segurança, apoio e carinho, a situação se reverte.
O que a clínica traz de inovador para a região? É o calor humano, o trabalho no dia-a-dia, o acompanhamento no pós-tratamento, um mimo como um lanche especial e um psicólogo caso o paciente precise. Nossos funcionários foram treinados na capital e aprenderam a tratar o paciente e família de uma forma diferente, de acordo com cada situação.
O tratamento de forma humanizada ajuda na recuperação do paciente? O tratamento humanizado influi diretamente na recuperação psicológica, pois o paciente com câncer normalmente tem sua mente afetada por causa da doença. Então quando esse paciente chega a um local ontem tem um bom tratamento, com carinho, com amor e aconchego, ele vai se sentir especial.
“[Os médicos] tratam os pacientes com muito amor, pois sabem que ele é um ente querido de uma família.”
Quando uma pessoa descobre que está com câncer quais procedimentos deve tomar para ser assistido pela clínica? Primeiro o paciente precisa marcar uma consulta com um dos nossos seis médicos, que provavelmente vai solicitar alguns exames complementares e indicar o tratamento mais adequado.
Quanto tempo uma pessoa que foi detectada com a doença precisa passar na clínica? Os tratamentos variam de acordo com a prescrição médica e a gravidade da doença. Existem pacientes que se tratam semanalmente, outros que vem a cada 21 ou 28 dias. Para os pacientes que ficam na clínica o dia inteiro, há um atendimento especial, em que ele pode ficar deitado em um quarto com algumas regalias.
As pessoas ainda tem muito medo do câncer a ponto de até evitar pronúncia do nome da doença. Existe motivo para tanta aversão? Hoje em dia, existem muitos tipos de câncer que são curáveis e não existe motivo para isso. Além de ser uma doença não contagiosa e que há exames preventivos para detectá-la no seu estado inicial. A doença não é mais um tabu.
Manoel Segundo Da Redação Caruaru360graus
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